19 de abril de 2018

[RESENHA] A Coroa da vingança - Colleen Houck


Em A Coroa da Vingança, terceira e última aventura da série Deuses do Egito, Colleen Houck nos presenteia com um desfecho tão surpreendente e inspirador quanto o elaborado universo mitológico que criou.Meses após sua pacata vida como herdeira milionária sofrer uma reviravolta e ela embarcar numa vertiginosa jornada pelo Egito, Liliana Young está praticamente de volta à estaca zero.Suas lembranças das aventuras egípcias e, especialmente, de Amon, o príncipe do sol, foram apagadas, e só resta a Lily atribuir os vestígios de estranhos acontecimentos a um sonho exótico. A não ser por um detalhe: duas estranhas vozes em sua mente, que pertencem a uma leoa e uma fada, a convencem de que ela não é mais a mesma e que seu corpo está se preparando para se transformar em outro ser.Enquanto tenta dar sentido a tudo isso, Lily descobre que as forças do mal almejam destruir muito mais que sua sanidade mental – o que está em jogo é o futuro da humanidade.Seth, o obscuro deus do caos, está prestes a se libertar da prisão onde se encontra confinado há milhares de anos, decidido a destruir o mundo e todos os deuses. Para enfrentá-lo de uma vez por todas, Lily se une a Amon e seus dois irmãos nesta terceira e última aventura da série Deuses do Egito.
Jovem Adulto | 416 Páginas | Colleen Houck | Série Deuses do Egito #3 | Cortesia Editora Arqueiro | Skoob Classificação: 4/5


Finalmente chegamos ao final da série Deuses do Egito. Depois de um final surpreendente e, também, de momentos de pura irritação, nos despedimos de Lily e Amon. O que eu preciso dizer antes de começar essa resenha é que: eu adorei o primeiro livro, adorei toda a trama e as histórias que a autora trouxe. O problema aqui, com este volume, foi que ele me irritou demais; e eu vou explicar o porquê.

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A saga acompanha a vida da jovem Liliana Young, uma garota normal com muitos problemas com os pais, que viu sua vida mudar quando conheceu Amon, uma múmia do Metropolitan Museum of Art em Nova York. Depois disso ela o acompanha em uma jornada para encontrar os dois irmãos de Amon e impedir que o poderoso deus Seth dominasse o mundo. Isso é um pouco do que acontece no primeiro livro. No segundo, Lily precisa, novamente, partir em uma aventura para resgatar Amon de um lugar terrível. Para isso, ela precisa enfrentar alguns desafios ao longo da jornada. Para conseguir resgatar seu amado, Lily precisava se tornar uma esfinge, isso sem contar que ela agora dividi o corpo com mais duas pessoas: Tia, uma leoa com um temperamento muito forte; e Ashleigh, uma fada. Neste volume, Lily não se lembra de nada do que fez, das pessoas que conheceu e nem de seu amor por Amon. Ela inda pensa que é uma jovem normal com um futuro a decidir. Mas quando o Dr. Hassam chega à fazenda da avó de Lily pedindo que ela se lembre de tudo, e que o futuro do mundo depende dela, ela precisará da ajuda das vozes em sua cabeça, de sua avó e de todos os deuses.  Mesmo sem lembrar, Lily parte mais uma vez em uma jornada para salvar o mundo. Para isso ela precisa encontrar Amon e seus irmãos, para juntos derrotar Seth de uma vez por todas.



O Despertar do Príncipe” foi o livro que mais gostei da série. Eu sempre gostei muito da parte mitológica do livro, e fiquei encantada com a narrativa. Já “O Coração da Esfinge” eu acabei não gostando tanto assim. Se no primeiro livro a autora focou mais no lado da luta entre os deuses, em desenvolver e nos apresentar a parte da mitologia egípcia; no segundo ela deixou isso um pouco de lado para focar mais no romance. Não me entendam mal, eu adoro um bom romance, mas não quando envolve mais de duas pessoas; eu simplesmente não suporto um triângulo amoroso. Pior, acho que um triângulo não é bem a palavra que eu descreveria o relacionamento de Lily com os irmãos de Amon. Isso acabou diminuindo meu entusiasmo com a série. Esperei que no terceiro livro isso acabasse, mas que nada... só piorou.

A história continua muito interessante, com todos os elementos já apresentados no primeiro livro, e com a chegada dos outros deuses e da deusa Wasret. Colleen Houck conseguiu apresentar muito bem todos os elementos e os personagens. Todas essas partes foram muito boas de ler. No entanto, lá vem a autora com o triângulo (mais que um triângulo. Hexágono? Não sei!) amoroso. Como Lily dividi o corpo com mais duas almas, cada uma se apaixona por um irmão diferente. Sim, isso mesmo! E cada vez que uma dessas almas assume o comando do corpo de Lily, ela tem um momento romântico com seu par. Isso foi irritante! Eu só conseguia imaginar a Lily ali, com um cara que não era o Amon. Outra coisa que me incomodou foi que, durante a amnesia de Lily, ela acabou se envolvendo com um dos irmãos de Amon. Ou seja, ela ficou mais chata por conta dessa amnesiam e ainda ficou uma boa parte questionando seu amor pelo filho do Egito.



Eu também achei que a autora arrastou muito a narrativa. Acho que ela poderia ter tirado algumas partes, principalmente as cenas que eu achei bem irritante. Minha vontade era de pular as partes do triângulo e ir direto para a luta. O melhor foi que o final compensou tudo. Isso melhorou um pouco as coisas. O tão aguardado enfrentamento entre os filhos do Egito, os deuses e Seth foi algo que gostei muito. Gostaria muito que a autora tivesse se estendido um pouco mais nessa luta, que para mim, foi um dos pontos mais altos do livro. 

Em geral, eu adorei a narrativa. Colleen Houck conseguiu me manter entretida na história. Ela manteve a fluidez da narrativa. Em muitos momentos eu ansiava pela guerra, em ver os deuses se enfrentando, e saber como tudo terminaria. Pensando bem agora, vou ficar com saudades - principalmente do meu querido Amon. Então, se você é fã da Colleen Houck E GOSTA DE TRIÂNGULOS AMOROSOS (isso é importante) não deixe e ler A Coroa da Vingança.









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